Início A telemedicina na Guerra da Ucrânia (e nas nossas batalhas internas)

A telemedicina na Guerra da Ucrânia (e nas nossas batalhas internas)

por Leonardo Monteiro
0 comentário
Guerra-da-Ucrania

A telemedicina, alvo de discussão nos últimos anos principalmente por causa da pandemia de Covid-19, vai muito além do que poderíamos imaginar. Recentemente, ela chegou ao fronte de guerra, nas trincheiras da Ucrânia.

O ‘arsenal telemédico’ usado nas vítimas do conflito com a Rússia precisa apenas de internet para funcionar e um kit tecnológico que cabe na palma da mão. Médicos do maior hospital israelense, o Sheba Medical Center (em Tel Aviv), trabalham em conjunto com a United Hatzalah Israel, a maior organização independente de apoio voluntário e sem fins lucrativos do país, para prestar atendimento remoto a ucranianos em áreas de conflito.

O kit tecnológico, desenvolvido em Israel e denominado TytoCare, pode realizar uma série de exames a mais de 2 mil quilômetros de distância. Ele também já é utilizado por hospitais, planos de saúde e universidades de medicina no Brasil desde 2020 – inclusive como parte de projetos sociais em comunidades carentes e aldeias indígenas. Se a guerra não tem limites, a tecnologia e ajuda humanitária também não.

Compartilhe essa matéria via:

WhatsAPP
Telegram

A nossa guerra interna

A população mundial vem envelhecendo e, no Brasil, seguimos essa tendência. Nossa pirâmide populacional está “engordando”: a estimativa é que, em 2060, um quarto das pessoas no país terá 65 anos ou mais, segundo o IBGE. Com 25% da população acima dos 65 anos, precisaremos de mais médicos, mais enfermeiros, mais fisioterapeutas, mais leitos, mais clínicas, mais hospitais, mais, mais e mais. A conta não irá fechar. E é aí que a tecnologia poderá desempenhar um papel crucial para otimizar recursos e ampliar a eficiência.

A Covid-19 nos mostrou o que significa o colapso da área de saúde: assistimos ao desespero de equipes para conseguir atender pacientes que lotavam os corredores dos hospitais e a aflição das famílias em busca de um leito de UTI ou mesmo um atendimento primário.

+Leia também: O desconhecimento é o principal adversário do coração da mulher

Os exemplos mundiais que deram bons resultados no atendimento à saúde estão focados na ampliação da atenção primária, o chamado médico de família. Modelo esse que está ganhando cada vez mais força no Brasil. Nele, as linhas de cuidado ganham uma abordagem multidisciplinar e passam a tratar da saúde do paciente em um contexto amplo, que envolve desde o estilo de vida até o contexto socioeconômico do paciente.

Associado a tudo isso, a tecnologia ajudará a alavancar o trabalho dos médicos e dos profissionais de saúde, otimizando recursos independentemente da localidade geográfica. Ela auxiliará na detecção precoce de doenças por meio de inteligência artificial e triagem remota e automatizada. Isso, aliás, desafogará clínicas, laboratórios e hospitais de casos simples.

BUSCA DE MEDICAMENTOS

Informações Legais

DISTRIBUÍDO POR

Consulte remédios com os melhores preços

Favor usar palavras com mais de dois caracteres

Buscar

DISTRIBUÍDO POR

×
O conteúdo apresentado no resultado da pesquisa realizada (i) não representa ou se equipara a uma orientação/prescrição por um profissional da saúde e (ii) não substitui uma orientação e prescrição médica, tampouco serve como prescrição de tratamento a exemplo do que consta no site da Farmaindex:

“TODAS AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NESTE SITE TÊM A INTENÇÃO DE INFORMAR E EDUCAR, NÃO PRETENDENDO, DE FORMA ALGUMA, SUBSTITUIR AS ORIENTAÇÕES DE UM PROFISSIONAL MÉDICO OU SERVIR COMO RECOMENDAÇÃO PARA QUALQUER TIPO DE TRATAMENTO. DECISÕES RELACIONADAS AO TRATAMENTO DE PACIENTES DEVEM SER TOMADAS POR PROFISSIONAIS AUTORIZADOS, CONSIDERANDO AS CARACTERÍSTICAS PARTICULARES DE CADA PESSOA”

• O conteúdo disponibilizado é meramente informativo, tendo sido obtido em banco de dados fornecido exclusivamente pela Farmaindex, sendo de única responsabilidade daquela empresa;
• Isenção de qualquer garantia de resultado a respeito do conteúdo pesquisado;
• Informativo de que caberá ao usuário utilizar seu próprio discernimento para a utilização responsável da informação obtida.

Hoje já conseguimos ver o impacto que a tecnologia traz para o acesso à saúde em diversos contextos. O uso da telemedicina aumentou a eficiência dos profissionais, reduziu custos por não utilizar espaços físicos para receber todos os pacientes, otimizou o tempo ao evitar deslocamentos desnecessários e amplificou a capacidade de atendimento das estruturas existentes.

Temos diversos exemplos de teleatendimento a populações carentes que, antes, não tinham acesso ao atendimento médico. Sem barreiras geográficas e com a otimização dos recursos existentes, a telemedicina consegue levar a essas pessoas a atenção de que precisam. Dentro e fora de uma guerra.

*Anna Clara Rabha é Mestranda em Pediatria e Ciências aplicadas à Pediatria pela Unifesp, integrante dos Comitês de Saúde Digital e de Imunodeficiência da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia e médica da Tuinda Care, startup que tem como aceleradores os hospitais infantis Pequeno Príncipe (PR) e Sabará (SP)

  • Relacionadas

Continua após a publicidadeFonte do Conteúdo Saúde Abril

You may also like

Deixe um Comentário

Site de notícias do Brasil e do Mundo informação.