Um calendário lotado é a bala dividida pra muitos

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Certicação por Equivalência em 45 dias

“Em nosso século, o “grande homem” pode ser ao mesmo tempo, uma besta!” Nelson Rodrigues.

O calendário é uma novidade enorme para debater:

Fla 1981 Calendário
Esses aí que não sofriam com calendário… Sério?

Ninguém sabia que iríamos sofrer com as convocações e o campeonato que não pára. Ninguém sabia? Mas também é cansativo ficar dando murro em ponta de faca o tempo todo… Ainda mais se tudo que você faz cria um noticiário enorme sobre o assunto. Me arrisco a dizer que se um cientista do Flamengo descobrisse a cura do câncer, haveria quem louvasse o excelente trabalho que a doença promove no mundo impedindo a proliferação da espécie humana(?). É. A coisa é complicada!

Olá, coleguinhas de Redação. Me nego a repetir todos os argumentos que já usei para falar de calendário no Brasil. Como escora os coleguinhas da ilibada CBF ainda podem se encostar no argumento da pandemia. Até quando? Imagino que os grandes campeonatos europeus não precisem usar deste argumento porque… porque… lá não tem pandemia?

Tem umas coisas que só o Brasil proporciona. Por aqui temos leis que “não pegam”. Curioso para dizer o mínimo. Tenho uma dificuldade enorme de falar daquilo que aprecio negativamente e estou falando de Brasil. Acho jogar contra o patrimônio, mas determinadas coisas aqui não têm sentido. Vamos voltar ao objeto.

Este problema puxa outro que, puxa outro e se bobear, não voltamos mais ao tópico. Portanto vamos observar aos poucos. Comecemos pela mania de “vira-latas” que impede de fazer coisas boas. Temos um problema claro. Há poucas datas para a quantidade de partidas que jogamos. Qual a solução? Há duas! Você tem uma bala para dividir para duas crianças. Resposta óbvia: Divide a bala na metade e as duas ficam contentes… Qual a solução tomada? Vamos aumentar a quantidade de crianças! Parece lógico? Também acho que não!

Você pode estar se perguntando agora: Cadê a mania de vira-latas? Estava aí o tempo todo! Sabe quando alguém diz: – Mas na França funciona assim! Outro vai lá e responde: – Funciona para os europeus. Aqui é Brasil! Pois é! Aí está!

No parágrafo anterior ao último, havia dito que há duas soluções. Falamos que a óbvia era dividir na metade. A outra é conseguir mais datas. É sabido que não somos senhores do tempo como num filme hollyudiano, nos resta fazer o mais óbvio ainda! Diminuir os campeonatos. Logo: Diminuir as crianças.

O nosso calendário é tomado por um campeonato que já perdeu seu sentido. O campeonato Carioca. Lamento, mas ele é a criança que está sobrando. Também não proponho que seja estirpado de forma a ser uma amputação completa. Mais interessante seria permitir que três a quatro jogos dele ainda existissem para dar um ar de estadual no início do ano. Na verdade, sem o estadual neste ano, quando teríamos visto alguns ex-rivais cariocas? Que dirá dos chamados pequenos…

Só sei que como está está bem ruim. Você consegue imaginar o Manchester, que fez um investimento monstruoso, jogando sem Cristiano Ronaldo no campeonato inglês? Difícil, né? O cara tem salário na casa do bilhão e o time, que paga o salário, vai deixar de ter o jogador em campo quando precisa?

Duvido que esta será a última vez que falaremos no assunto, mas até que a coisa se adeque ao razoável, penso que ainda voltaremos a este tópico. A criança que está sobrando nem é a que veste vermelho e preto, mas ela acha que tem direito a comer a bala toda. Ainda que não tenha comprado parte alguma do doce.

Anderson Alves, O otimista.

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